Da Redação
O Arquipélago de Alcatrazes é um importante refúgio de vida marinha, abrigando uma grande diversidade de aves marinhas, incluindo o atobá-pardo, também conhecido como alcatraz. Este arquipélago é considerado o maior sítio reprodutivo de aves marinhas da costa brasileira, com uma população estimada em cerca de 10.000 aves. Além do atobá-pardo, outras espécies de aves marinhas utilizam o arquipélago como área de alimentação, reprodução e descanso.
O arquipélago serve de refúgio para mais de 10.000 aves marinhas de diversas espécies, incluindo aquelas que migram pela região.
O arquipélago é uma área de grande importância para a conservação da vida marinha.. As características únicas de Alcatrazes, como a presença de espécies endêmicas e a grande concentração de aves, reforçam a necessidade de proteção do local.
Trata-se da maior ave marinha que ocorre nas águas portuguesas e também a mais abundante. Nos meses em que ocorrem as migrações pré-nupcial (janeiro e fevereiro) e outonal (setembro a novembro), chegam a ver-se milhares de alcatrazes numa só manhã. O seu refúgio se localiza no litoral norte do Estado de São Paulo, no município de São Sebastião, e abriga mais de 1300 espécies! No entanto, 100 delas sofrem ameaça de serem extintas. Resta saber que aves não padecem do mesmo mal, país afora!
Para dar fecho a este texto jornalístico indagamos se nosso leitor já viu algum pássaro brasileiro mais bonito e garboso do que este? No entendimento deste tablóide o alcatraz somente perde para o urubú!
Zelmo Denari
Na língua portuguesa, a palavra lenda significa uma tradição cultural, ou seja, uma narração oral ou escrita de caráter maravilhoso, na qual os fatos históricos são deformados pela imaginação popular, vale dizer, pela imaginação poética.
De repente, nos seus guardados, este escriba se depara com um livro raro denominado Aves Brasileiras, de autoria de Johan Dalgas Frisch, um estudioso da natureza que teve a pachorra de descrever os usos e costumes de todos os pássaros do nosso país e onde, no prefácio afirma que “ a vida vale pelo que se constrói de proteção da natureza pelo que se planta pela paz!”
Não bastasse, em suas mais de 400 páginas, enriquece sua obra nos trazendo relatos folclóricos relacionados com os usos e costumes de diversos pássaros e que vale a pena reproduzir nestas páginas, tendo presente que os mesmos integram o cancioneiro nacional sobre seus usos e costumes.
***
A araponga e a onça – conta-se que um dia a onça desafiou a araponga qual delas era capaz de gritar tão alto que assustasse a outra! A araponga, esperta, aceitou o desafio e começou a afinar a garganta num “rein-rein-rein de lima sobre o ferro. A onça cansada de ouvir a referida melodia acabou fechando os olhos e dormindo. A ave, então, que esperava por aquele momento, sapecou o seu canto, igual ao martelo numa bigorna, com tanta gana, que a onça, assustada, deu um pulo! E assim a araponga ganhou a aposta...
***
Andorinhas – uma estória folclórica africana que nos esclarece por que razão a cauda da andorinha é bifurcada. Um pouco antes de deixar a arca de Noé, a cobra encarregou um mosquito de verificar qual era o animal de sangue mais saboroso. O mosquito ia informar que era o homem, mas antes que falasse a andorinha engoliu o perverso pesquisador. A serpente deu um bote contra a ave, mas só abocanhou o meio extremo da cauda, que restou bifurcada até os dias atuais. Foi o primeiro conflito registrado a bordo da velha arca...
***
Anhuma – é o olheiro dos animais silvestres, pois vive empoleirada nas copas das árvores, onde vigia o horizonte para soltar o seu grito estridente de alarme. Ao avistar alguém entrando pelo banhado a anhuma grita tem gente! No mesmo instante podemos ver os animais fugindo, atendendo a este sinal! Quando todos estão seguros, a anhuma voa para além do perigo, para prevenir outros animais.
***
Pica-pau – uma lenda guarani diz que o pica-pau é um bruxo, o feiticeiro entre as aves, que personifica o Jurupari, gênio protetor da floresta, pois sonda o âmago das árvores, para saber quais estão velhas e decrépitas e que deverão ser substituídas pela juventude vegetal. Não à toa, dizem que o pica-pau conhece uma raiz que abre todas as fechaduras, podendo abrir prisões ou apoderar-se de tesouros sem ser percebido!
***
A perdiz e o jaó – diz a lenda que, noutros tempos, quando os bichos falavam, o jaó e a perdiz eram bons amigos e viviam juntos, percorrendo campos e matas como irmãos. Certo dia se desentenderam e, para evitar encontros, um foi viver na mata e o outro ficou habitando os campos. É por isso que, até hoje, o jaó anda pela orla da mata indagando “ vamos fazer as pazes? Ao que a perdiz responde: “ Eu, nunca mais!”
***
Inhambu – o povo crê que este pássaro perde a língua na época da seca e só lhe nasce outra língua com a chegada da chuva! Quando as chuvas renovam o viço da natureza, o inhambu volta a cantar, à sua maneira, as alegrias da terra!
***
Viuvinha – Um casal desejava abandonar a região, mas não sabia o que fazer com o casal de filhos. À noite, quando as crianças adormeceram, os pais se afastaram e tomaram rumo desconhecido. Ambos foram salvos por uma divindade da mata que transformou o menino em ave e sua irmã, numa pequena queda d´água de um córrego. Por isso, em noites de luar, ouvimos o queixume dos regatos murmurantes, junto dos quais pia a tristonha viuvinha! Não à toa, a viuvinha do brejo é tida e havida como o pássaro mais lindo da floresta!
As aves correspondem a cerca de 80% dos animais silvestres contrabandeados em nosso país. São retiradas da natureza, enjauladas, muitas delas, que nem chegam ao seu destino final, morrendo no trajeto!
O Brasil é considerado o país com mais diversidade de animais do planeta e as aves representam o grupo de vertebrados mais diversos do país.
No entanto, muito importa uma estratégia nacional de combate ao crime da contra a nossa fauna silvestre!
Estima-se que, em nosso país, 38 milhões de animais silvestres sejam retirados da natureza brasileira, para abastecer o tráfico da fauna!
Cotidianamente, animais silvestres, notadamente as aves, entram em extinção devido aos impactos negativos causados pela ação dos seres ditos humanos...
Mas isso não deve e nem precisa ser assim e, por esta razão, lá vão algumas das dicas para ajudar na conservação da fauna silvestre.
1º - Denuncie às autoridades competentes.
2º- Não tenha animais silvestres em casa, pois o seu lugar é na natureza!
3º - Muitas organizações atuam na conservação da nossa fauna. Conheça as que atuam em sua região e auxilie através de doações e voluntariado!
4º - O planeta Terra é nosso lar e o lar de diversas espécies silvestres. Obedecer leis ambientais é um dever do cidadão, além de fundamental para a conservação do meio-ambiente.
5º - As árvores são essenciais para todas as formas de vida. Contribua com o reflorestamento e com a biodiversidade.
6º - O Brasil é considerado o país com mais diversidade do planeta e as aves representam o grupo de vertebrados, o mais diverso do país. No entanto, muito importa uma estratégia nacional de combate ao crime contra a nossa fauna silvestre!
7º - Estima-se que, por ano, 38 milhões de animais silvestres sejam retirados da natureza brasileira, para abastecer o tráfico da nossa fauna e você, caro leitor, é um dos responsáveis pela preservação da nossa natureza!
Da Redação
Grows coroados
Essas grandes e maravilhosas aves se reúnem ao redor de brejos no norte e centro da África.
Alimentam-se de vegetais, sementes, insetos, sapos, minhocas, cobras, pequenos peixes e ovos de vertebrados.
Segundo os experts, os mesmos parecem pássaros vindos de um outro planeta...
Podem formar grandes bandos com mais de 60 grous, sendo certo que os mesmos são grandes e se acasalam por toda a vida.
São os únicos grous conhecidos que se empoleiram em árvores e não migram (como fazem os grous norte-americanos), além de emitirem um som estridente.
Suas plumas coloridas são utilizadas em rituais matrimoniais, que formaram a base de danças de cerimônias de algumas tribos africanas, inclusive dos masai.
O leitor que localizar um desses pássaros em nosso país e informar à redação, fará jus à assinatura gratuita deste tabloide...