Zelmo Denari
O Ministério do Interior de Cuba, no dia 25 de fevereiro do corrente ano, afirmou que uma lancha norte-americana invadiu as águas territoriais cubanas e abriu fogo contra seus militares, sendo certo que a guarda-costeira cubana matou 4 militares e feriu 6 pessoas, depois da invasão!
O capitão do barco cubano, bem como os ocupantes da lancha americana, foram atingidos. A lancha americana invadiu o território cubano a dois quilómetros de Cayo Falcones na província de Villa Clara.
A relação Estados Unidos/Cuba passa por tensões, depois que o ditador da Venezuela, Nicolas Maduro, foi capturado, sendo interrompida a entrega de petróleo à Cuba! Estima-se que Cuba produza menos da metade do petróleo de que necessita, ficando o restante por conta de aliados, tais como a Venezuela, México e Rússia.
Não bastasse, a capital venezuelana de Caracas foi impedida pelos Estados Unidos de comercializar com Cuba, sendo certo que a ilha cubana é palco de apagões que chegam a superar 20 horas diárias!
Sem Caracas – que está impedida pelos Estados Unidos de comercializar com Cuba, após a intervenção – já se alude à escassez generalizada de remédios, instabilidade econômica e êxodo massivo da população! Não à toa, no dia 25 de fevereiro do corrente ano, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou que as empresas norte-americanas podem revender petróleo venezuelano à Cuba, desde que destinado a empresas privadas!
A crise energética enfrentada por Cuba, agravada com o bloqueio de envios de combustível para a ilha caribenha, praticado pelos Estados Unidos – por um trambolho que, bem a propósito, atende pelo nome de Trump – está levando milhares de pequenas e microempresas do país a terem suas existências ameaçadas!
Zelmo Denari
Aparício Torelli, mais conhecido como Barão de Itararé, nasceu na cidade de Rio Grande, no Estado de Rio Grande do Sul, nos idos de 1895. Criado por uma tia, na fazenda do avô, no Uruguai, chegou a integrar o curso de medicina, mas não o concluiu.
Em 1926, funda um jornal humorístico, que teria profunda repercussão no meio político e intelectual. Apesar de ter sido perseguido e preso em 1937, conseguiu manter seu jornal com certa regularidade até meados de 1947. Casado por duas vezes, pai de 3 filhos, ao morrer sozinho, de um coma diabético, na madrugada de 27 de novembro de 1971, o Barão de Itararé resumia com uma de suas máximas filosóficas a seguinte frase: “ Da vida só se leva a vida que se levou!”
Deixou- nos um único livro publicado, Pontas de Cigarros, em versos humorísticos, editado em 1917. Para se redimir desta lacuna, o Círculo do Livro publica Máximas e mínimas do Barão de Itararé, coletânea reunida por Afonso Felix de Souza. Coube ao escritor Jorge Amado, prefaciar o referido livro, onde extraímos algumas de suas alegorias mais destacadas!
Cadê o marido
Dona Secundina foi ao escritório do marido, mas não o encontrou.
– Ele saiu há pouco, informou um empregado.
– Para onde foi?
– Não sei minha senhora. Só quem poderia informar era a secretária do patrão...
– Onde ela está?
– Também não sei, minha senhora. Ela saiu com o patrão!
Um exame médico
O médico examinou rapidamente o enfermo e voltando-se para a esposa aflita, faz a seguinte afirmação:
– A senhora chamou-me tarde demais. Seu marido está praticamente agonizante, pois já tem as mãos roxas...
– Mas, doutor, meu marido é um tintureiro...
– Ah! neste caso, dê-se por feliz! Não fosse tintureiro, seria um homem morto!
Últimas vontades
O médico examina rapidamente o enfermo e diz à esposa aflita:
– A senhora chamou-me tarde demais. Seu marido está praticamente agonizante. Já tem as mão roxas!
– Mas, doutor, meu marido é tintureiro...
– Ah, bem! Neste caso, então, dê-se por feliz. Se ele não fosse tintureiro, seria um homem morto!
Um bom emprego
Na ausência de coisa melhor, o homem foi procurar emprego num circo. E achou!
– Tenho um trabalho muito fácil para o senhor! Trata-se de entrar na cela dos leões e dar de comer às feras, nas mãos !
– Mas...
– Calma! Não há perigo! Para tanto, basta que o senhor faça crer aos leões que não tem medo deles! Foi então que o desempregado reagiu:
– Não, meu amigo. Tenha paciência! Não gosto de enganar ninguém!
Uma amável sugestão!
O homem entrou uma livraria, chamou o empregado e perguntou-lhe se tinha ali A arte de furtar, de Afonso Pena Júnior! O empregado, então, embrulhou a mercadoria com o maior cuidado, a pedido do misterioso leitor! No entanto, quando o freguês ia saindo, teve o cuidado de, discretamente, fazer uma única sugestão:
– Acho conveniente, o senhor comprar, também, um exemplar do nosso Código Penal!